Provar um vinho é composto por três momentos: olhar, cheirar e amar… ups, beber!

Se nos apaixonamos com facilidade e olhar e beber não trazem grandes preocupações, o mesmo não se pode dizer do cheirar. O segundo momento de prova apresenta-se como o mais desafiante, seja para principiantes ou para os que com o vinho já têm uma relação madura.

Um leque de aromas florais, a fruta, a especiarias, a vegetais, a fumo, a madeira, põe muita gente a torcer o nariz e a rematar com “A mim só me cheira a vinho”!

Por experiência, sei que este é um desafio não só divertido, como um caminho sem retorno na descodificação de um copo, ou de uma garrafa. Como certamente já terão ouvido dizer, “o vinho precisa de respirar”, e isto significa que precisa de tempo para libertar todos os seus aromas.

Sim, tudo isto cabe num copo de vinho mas, desenganem-se se acreditam que para isso basta abrir a garrafa 10mn antes da refeição, este fenómeno só vai mesmo acontecer no copo! E garanto que o segundo não será igual ao primeiro.

Sozinhos ou acompanhados o principal é começar e aqui vos deixo uma ajuda para esse momento de descoberta.

Fica o compromisso de no entretanto das vossas aventuras vínicas, continuarmos a descodificar cá e lá um mito ou outro.
aromas branco e tinto